Checklist para contratar um desenvolvedor PJ
Contratar um desenvolvedor PJ para tocar o sistema da sua empresa é mais simples do que abrir uma vaga CLT — mas isso não significa que deva ser informal. Sem os pontos certos por escrito, sua empresa fica exposta a riscos que só aparecem quando já é tarde: código sem dono, prazo sem compromisso, escopo que nunca acaba. Este é o checklist que eu mesmo sigo em todo projeto que assino.
1. Contrato por escrito, sempre
Nunca comece um projeto por "combinado" verbal ou troca de mensagens solta. O contrato deve conter, no mínimo:
- Escopo detalhado do que será entregue (e o que não está incluso).
- Prazo e marcos de entrega intermediários, não só a data final.
- Valor e forma de pagamento — à vista, por marco, ou mensal em caso de squad dedicado.
- Cláusula de rescisão e o que acontece com o código já entregue se o contrato for encerrado antes do fim.
2. Propriedade do código
Isso parece óbvio, mas é o ponto mais negligenciado. O contrato precisa deixar explícito que todo o código, documentação e ativos produzidos são de propriedade da sua empresa após o pagamento — incluindo repositórios, credenciais de infraestrutura e acessos administrativos. Peça a transferência formal de repositório (não apenas acesso de colaborador) ao final do projeto ou de cada marco pago.
3. NDA (acordo de confidencialidade)
Se o projeto envolve dados de clientes, regras de negócio sensíveis ou vantagem competitiva, um NDA assinado antes de qualquer detalhe ser compartilhado é básico — e qualquer desenvolvedor sênior sério vai assinar sem resistência.
4. Nota fiscal e regularidade
Contratação PJ exige nota fiscal de serviço. Verifique se o desenvolvedor tem CNPJ ativo e emite NF corretamente — isso protege sua empresa em uma eventual fiscalização e evita caracterização de vínculo empregatício.
5. Marcos de entrega verificáveis
Projetos "caixa-preta", onde só se vê o resultado no fim, escondem atraso até ser tarde demais. Exija entregas visíveis em sprints curtos — ambiente de homologação atualizado, changelog, ou reuniões de demo periódicas.
6. O que perguntar antes de fechar
- Quem mais vai tocar no código além de você? (Importante saber se é você mesmo entregando ou se vai repassar para terceiros.)
- Como funciona o suporte pós-entrega — está incluso ou é cobrado à parte?
- O que acontece se o escopo mudar no meio do projeto?
- Quais tecnologias serão usadas e por quê — veja se fazem sentido para o problema, não para o currículo do desenvolvedor.
Se você já tem um projeto em mente e quer proposta com escopo, contrato, NDA e nota fiscal desde o primeiro contato, fale comigo — o diagnóstico é gratuito. Se o motivo da contratação é substituir um sistema antigo, veja também os sinais de que é hora de refatorar o legado.